Sábado, 3 de Novembro de 2007

Posts pra preencher o vazio

Percebo que os rascunhos da decoração de Natal começaram a pipocar aqui e ali, embora recém tenhamos nos despedido de outubro. Assim, enquanto ninguém posta nada de útil e eu aguardo pacientemente minha morte lenta e horrível nas mãos do sexto semestre, desenvolvo minhas estratégias para ludibriar o Papai Noel:





Porque Calvin and Hobbes me ensinaram mais do que qualquer professor.

Sexta-feira, 26 de Outubro de 2007

Em resposta a Guto Caetano

"Vai que é tua, Lorenzooooo"

Quarta-feira, 24 de Outubro de 2007

Acabou o SIC(K) e nenhum de nós ganhou porra alguma

Quero ver agora que desculpa a Zorzi vai dar para não postar.

Domingo, 14 de Outubro de 2007

Niv.

O Unni achou que ia passar despercebido, mas sabemos que no dia de hoje ele está com anos em festa.

HOORAY \o/

Sexta-feira, 12 de Outubro de 2007

Um Lugar do Caralho III

Lorenzo e Caetano, cada um do seu modo, foram simpáticos com suas idéias. Mas devo confessar que não faço o tipo "baladeira" (as aspas representam meu desprezo por gírias de paulista). Eventualmente umas festinhas de faculdadem e paramos por aí. Mas, aceitando o convite do Lorenzo, devo recomendar outro tipo de lugar do caralho.

Sim, pois amanhã é feriado e eu vou pra Torres. Sob risco do Caetano bradar a respeito de Torres não ser um lugar do caralho, digo-lhes que pra mim lugar do caralho mesmo é praia, qualquer uma que seja.

Não dá, tem horas que só saindo da cidade e saindo da rotina pra gente recuperar um pouco da sanidade mental. Mas vejamos os motivos pelos quais praia é um lugar do caralho.

Primeiro, examinemos a definição lorenzística de lugar do caralho. Quer um lugar melhor pra se descabelar do que praia? Nordestão 24 horas. Muito difícil não se descabelar. Ah, e quem queria manter o visual numa boa, dança!

Encontrar pessoas afudês depende da praia. E ao contrário de festas, aonde a criatura-alvo pode ser um monstrinho disfarçado debaixo de quilos de maquiagem, álcool e iluminação meia-boca, na praia tem o plus de que as pessoas nem muita roupa usam, o que permite uma análise mais acurada do material.

Praia remete a verão e férias. E verão e férias são do caralho. Fim do argumento.

Praia tem mar, que é sempre uma bela pedida. Quer coisa mais do caralho que isso? O estacionamento é de graça e o item ar-condicionado já foi eliminado quando se falou em nordestão.

Verdade que as festas da praia não são muito boas. Paga-se muito e eu nunca ouvi falar muito bem dos lugares. Por outro lado, praia com os amigos é sempre divertido, e permite indiadas que a cidade não permite.

Devo reconhecer, no entanto, que praia possui uma fraqueza óbvia. Seu charme está correlacionado com as variáveis climáticas (deve haver um Alfa de Cronbach pra isso). Assim, se chover, fizer frio e ventar, perde a graça. E atire a primeira pedra quem nunca jogou cartas em dias feios. Bem, possuo uma alternativa melhor. Como diria o Marcelo, praia de nerd é videogame. Muna-se de um cobertor daqueles com cheiro de guardado, um bom jogo do quilate de Zelda, e mãos à obra.


Então, pessoal, esqueçam as gordinhas freak ou as patricinhas. Não paguem de intelectuais ou de alternativos. Ignorem o fato de que a chuva aparentemente vai arruinar meu feriado. Façam as malas, juntem uma gurizada e, num belo dia de Sol, descubram que lugar do caralho mesmo é praia.

Ah, mas levem o videogame por via das dúvidas!

Segunda-feira, 8 de Outubro de 2007

Um Lugar do Caralho (II)

O Unni não manja nada. Está bem intencionado, porém é moleque (e não caveira). Nada sabe sobre lugares do caralho.

Esse cafofo indicado no post abaixo é uma bosta. Nunca fui e pretendo jamais ir, o que não me impede de lançar opiniões preconceituosas e precipitadas a respeito. Pois sei que o referido antro situa-se demasiado próximo daquilo que os fanfarrões portoalegrenses denominam "Cidade Baixa", e que corresponde a uma filial do 4º círculo do inferno, porém menos nobre.

O fato é que todas as casas noturnas desse território* carecem de elementos importantes para promover conforto e bem-estar aos clientes. Estacionamento, ar-condicionado, alvará de funcionamento, essas coisas, vocês sabem. Não constava na definição proposta pelo Unni, mas eu acho legal poder colocar o carro num lugar próximo sem precisar rezar para encontrar o toca-fitas intacto na volta.

Então lanço meu lugar do caralho: o shopping Bourbon Country, sítio ideal para atingir a meta básica de toda noite que se preze, que é SE DAR BEM \m/ Enumerarei as razões.

1) Tem cinema. E, como aprendemos nas revistas do Cebolinha, cinema + gatinha = bola na rede. Se tu não tem a base de como utilizar essa ferramenta, tranca agora a faculdade e vai ler o Terra Mulher.
2) Tem a Cultura, onde tu pode pagar de intelectualóide. Gabe-se de leituras obscuras, critique autores populares, acuse Diogo Mainardi. Pode-se fazer isso também na sessão de CDs e DVDs, o que diminuirá tua pinta de nerd.
3) Não há, de fato, uma boa zona de alimentação. Mas há o McDonalds e clássico é clássico.
4) Tem estacionamento. E tem uma saída de pedestres pelo estacionamento, então tu pode te despedir da moça informando que vai pegar o Astra no primeiro piso e entrar no T1 de volta pra casa.
5) Ah, o problema é falta de mulher? Para isso tem o Dado Bier. A música é legal, dispõe de vários ambientes agradáveis. De negativo, apenas o preço salgado. Aí dirão: "sim, é legal, o problema são as pessoas que frequentam". E responderei que acho tão desprezível as patrícias artificialmente bronzeadas de nariz empinado do Dado quanto as gordinhas better freak than ugly da Lima e Silva, se bem que as primeiras cheiram melhor.

* As exceções são o Opinião, recanto tradicional que anda em má fase, e a propriedade familiar da sempre hospitaleira Carmen, também conhecido como "restaurante modelo".
** Esse post é patrocinado pela Companhia Zaffari/Bourbon, Dado Bier, Livraria Cultura e Lojas Arno. Aguardo as cifras expandindo minha conta corrente.

Sábado, 29 de Setembro de 2007

Um Lugar do Caralho

Proponho aos meus colegas blogueiros, festeiros que são, falar sobre alguns lugares que poderiam-se enquadrar como "Lugar do Caralho".

definição: "Um lugar legal pra mim dançar e me escabelar. Tem que ter um som legal, tem que ter gente legal e ter cerveja barata. Um lugar onde as pessoas sejam mesmo afudê, um lugar onde as pessoas sejam loucas e super chapadas. Um lugar do caralho."

Numa das indiadas que faço no mínimo mensalmente geralmente acompanhado do Marcelo, fui a um destes com o qual me identifiquei prontamente. Mosh (na João Pessoa, alguma coisa). Era um bar rock, pelo menos naquela noite. Até aí tudo normal, freqüento o Cabaret do Beco, um bar que também define-se por rock. Mas aquele era um rock diferente, de verdade. TRUE ROCK (agora vamos orar por esta nova definição não pegar, o que menos precisamos agora é uma nova denominação musical). Nada de eletroviadagemclash, ingleses com seu jeito blasé, ou criaturas glam (seja lá o que for isso, o nome já dá a idéia de muita frescalhagem). There were rocking people, man. Jaquetas de couro, Rockabilly, Elvis Presley, Beatles. Alguns MODs, mas do mal o menor. Aquilo realmente me tocou como se fosse um verdadeiro lugar do caralho. Havia poucas pessoas, o rock de verdade não é muito popular hoje em dia. Definitivamente é um lugar que entrou no meu ról de possibilidades para sempre, ao lado da Garagem Hermética e do Cabaret do Beco, mas esses ficam para outra hora.

Terça-feira, 25 de Setembro de 2007

Pride and Prejudice

Tenho uma pequena charada aos leitores: o que pode ser mais estimulante do que uma cadeira do Social? Resposta: uma cadeira do Social aonde se discutem cotas raciais! Acho que só falta me enforcar com meu intestino grosso para completar meu arroubo de felicidade!


E foi mais ou menos assim que eu me senti hoje de tarde. Acho que todas as cadeiras do Social que se consideram cadeiras do Social fizeram uma aula dedicada à discussão sobre cotas.

Discussão, aliás, que é um eufemismo. Não pretendo entrar no mérito do que acho sobre o sistema de cotas. Acho que ele fede, é uma idéia patética, é tapar o Sol com a peneira, e dou graças a Deus por já estar na faculdade e não precisar concorrer para 28 vagas em lugar das já escassas 40. Em lugar de pessoas de escolas públicas, defendo cotas para homens com cérebro na Psico. Tudo bem, Lorenzo, também defendo cotas para mulheres bonitas na Engenharia.

Mas enfim, como disse, não vou entrar no mérito. Esse blog é novo demais para que um TS anônimo desenfreado comece a incomodar. Em lugar disso, atenho-me à minha frase anterior: discussão, aliás, que é um eufemismo.


E digo isso porque em todas essas discussões de cotas não existe realmente discussão. Existe uma professora tentando elucidar alunos "preconceituosos" ou "mal-informados", existem os tais alunos "preconceituosos" e "mal-informados" e existem auxiliares para a professora, alunos supostamente "abertos" e "bem-informados" e sob efeito de substâncias ilícitas.

Eu não me incomodaria tanto em discutir cotas eternamente se ao menos houvesse abertura para diferentes pontos de vista. Mas não, é o bom e velho sistema de lavagem cerebral. Os alunos que não forem a favor das cotas são preconceituosos, nazistas, e certamente não serão bons psicólogos.


Isso me faz lembrar de uma coluna do David Coimbra em que ele dizia que as pessoas costumam ter muitos preconceitos contra quem tem preconceitos. Assino embaixo. Não que eu tenha preconceitos contra cotistas, mas tenho preconceito contra muita coisa e isso é quase um crime na minha condição de aprendiz de psicóloga. Bullshit. Acho que todo mundo tem direito a ser contra algumas baboseiras politicamente corretas de vez em quando, se achar que elas são só baboseiras.

Mas não, pelo visto a palavra de ordem é fazer cara de pastel e amar as minorias. Aliás, minorias não, as minorias supostamente excluídas. Negros, índios, pobres, a lista vai ao infinito. E o irônico é que, no fim das contas, essas minorias são quem tem mais preconceitos. E assim todo mundo acha lindo um negro usando uma camiseta escrito "poder pro povo preto", mas se eu usasse uma variante caucasiana, só faltaria me deportarem pra sede do Ku Klux Kan.

Eu diria até que quem sofre mais preconceitos hoje em dia é quem é bonito, bem sucedido, saudável, inteligente, rico, e qualquer coisa assim. Por que aí as pessoas te taxam de arrogante, superficial, sanguessuga, ou qualquer outra porcaria que desvalorize os teus méritos. É a velha piada que circulava pela internet: se tu fores chata, tuas amigas perdoam; se forem gorda, elas perdoam; se forem solteirona, elas perdoam; mas agora experimenta ser magra, bonita...

Enquanto isso, as tais "minorias" tem seus traseiros lambidos por pessoas supostamente bem esclarecidas. Isso é tudo muito ridículo, porque na intenção de ser legal com quem é diferente, muita gente acaba não sendo legal com quem supostamente é igual. Tipo nas malditas discussões de cotas na faculdade, aonde no afã de ser legal com os amiguinhos de escolas públicas, trata-se os colegas de sala de aula com desprezo.


Preconceito é uma coisa muito complicada. Ninguém escapa dele e ninguém gosta de admitir que tem. Preconceito com hipocrisia, então, é dose... Certo que deve haver alguma sensação realmente orgástica em ser politicamente correto com essas coisinhas do Social mas chinelear pessoas em melhores condições. Prometo divulgar quando eu souber qual é.


Ah, dane-se, eu prefiro meu intestino grosso...

Quarta-feira, 19 de Setembro de 2007

Vaga de estágio

Tava pensando: esse layout do blog tá muito mixuruca. Precisa de algo mais contemporâneo, mais dinâmico, que cative o leitor. Que conheça nosso target, entende? Algo mais grooving, mas sem perder seu networking.

Consultei a Diretora Executiva (que também não tem faz a menor idéia de como proceder para dar um tapa no visú do blog) e ela concordou em abrir seleção para a função. Coisa simples: requisita-se domínio geral de inglês, francês e alemão (para me ajudar com as traduções do Freud), conhecimentos básicos de Word, Office, HTML, Photoshop, C++ e Java, ser mulher, gostosa e liberal, fluência no mundo cibernético e disponibilidade para trabalhar quando eu aparecer no MSN dizendo "vá postar". Experiência no exterior é aconselhável.

Tá tá. Só ser meio nerd e se pilhar em ser o quarto elemento já basta.

Cartas nos comentários.

Mas tem que arrumar o layout, pô.

Segunda-feira, 17 de Setembro de 2007

Política Brasileira

Culpam todo esse estardalhaço na política brasileira pela juventude da nossa democracia. Dizem que brasileiro não sabe votar. Será verdade que não sabemos votar por termos 20 e poucos anos de eleições diretas? E mais: qual é o jeito certo de votar?
Eu sou um cara que acha que muita coisa está errada e não é só na índole dos políticos, mas no sistema democrática brasileiro. Esses partidos, aí... não sei não. Ainda falam que querem fortalecê-los! Como votaremos em instituições que são as causas da corrupção do país? A coisa vai muito além do partido de situação, extende-se a todos, que fazem seus joguinhos de interesse. Quem antes não queria o voto aberto, agora quer e vice-versa. Roubalheira descarada, não há como não ver. Sem falar da manipulação da mídia, que é gritante.
Geralmente achamos que a realidade do Brasil está longe de nós por estarmos no Rio Grande do Sul, como se nossos deputados e senadores fossem os mais idôneos que já tivéssemos conhecido. Talvez sejam uns dos menos piores, mas ainda assim não valem o salário que ganham.